O OFÍCIO DA ILUSÃO
THE ART OF DELUSION



6 de Setembro, às 21h30, Bairro de S. Vicente de Paulo, Porto



O ofício da ilusão esculpe-se com imagens de um arquivo de família das décadas de 70 e 80 e de pequenos excertos sonoros de filmes. Madame Bovary é a heroína de Flaubert e abre as hostes deste exercício narrativo. A partir do diálogo de Ema Paiva com o seu amigo e confidente Pedro Lumiares no filme Vale Abraão de Manoel de Oliveira, entendemos a identidade de género como uma caracterização estanque de valores sociais. Ema, que aqui representa a Mulher num sentido mais lato, herda uma vida tradicional numa sociedade patriarcal. Neste semblante de opressão, Ema interroga a sua condição e a sociedade em que se insere. Graças ao bovarismo integrante em cada mulher, a força da desobidiência queimará o caminho que outrora fora idealizado para si.


The art of delusion is sculpted with images from a family archive from the 70s and 80s and sound clips from films. Madame Bovary is Flaubert's heroine and opens the hosts of this narrative exercise. Based on Ema Paiva's dialogue with her friend and confidant Pedro Lumiares in the film Vale Abraão by Manoel de Oliveira, we understand gender identity as a closed characterization of social values. Ema, who here represents Women in a broader sense, inherits a traditional life in a patriarchal society. Facing this oppression, Ema questions her condition and the society in which she operates. Thanks to the bovarism that integrates in each woman, the force of disobedience will burn the path that was once idealized for them.